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Rock, luzes e muita emoção
QueenQuem
esperava um atraso de pelo menos meia hora para o início do show
acabou ficando surpreso e perdeu a entrada triunfal do grupo QUEEN no Morumbi.
Britanicamente, Roger Taylor, Freddie Mercury, Brian May e John Deacon
iniciaram o primeiro grande concerto de rock no Brasil exatamente
no horário previsto. Sob
luzes azuis, amarelas, verdes e vermelhas, dez canhões de fachos
brancos que se alternavam durante o espetáculo, ruídos siderais
que mais lembravam uma nave espacial em decolagem, os quatro integrantes
do grupo despontaram no palco, entre nuvens densas de gelo seco, para delírio
geral dos mais de 200 mil jovens que lotaram o estádio.
QueenNeste momento as dezenas de faixas e cartazes confeccionadas por grupos de fãs foram agitados freneticamente, saudando seus grandes ídolos: "We love you"; "We like banana and rock"; "Queen: kings of quality rock" escritas em corretíssimo inglês eram frases que se destacavam na multidão.
QueenDesde seu início, o show já dava mostras de reunir todos os ingredientes fundamentais para um agitado acontecimento, durante duas horas de intensos embalos. O profissionalismo da equipe de produção, a sofisticada parafernália eletrônica, os requintes dos efeitos visuais, uma infra-estrutura jamais vista no Brasil em shows, os 140 mil watts da aparelhagem não falharam um único momento, davam o suporte para que o baixista John Deacon, o guitarrista Brian May, o baterista Roger Taylor e o cantor Freddie Mercury mostrassem porque são capazes de lotar estádios de futebol. Desfilaram seus maiores sucessos, mostraram sua técnica vocal e instrumental em rocks pesados, baladas e canções românticas, alternando momentos de lirismo com outros de alta vibração, fazendo o público cantar as letras completas de quase todas as músicas. We Will Rock You abriu o espetáculo com o cantor e também instrumentista Freddie Mercury instigando a platéia a participar intensamente da festa. Em português ele saudou a todos: "Alô, São Paulo, como vai, tudo bem?" ensaiando seus gestos largos, os saltos de felino, uma presença cheia de energia até a última música.
QueenEstrela
do grupo, Mercury acabou se tornando, na verdade, alvo das fãs mais
ardorosas. Bem diante do palco elas gritavam seu nome, fotografavam-no,
quase desmaiavam de emoção e só não subiram
ao
palco porque ele estava montado
a mais de dois metros de altura. Até mesmo duas policiais femininas
procuraram um lugar melhor para admirar sua performance, enquanto policiais
à paisana se incumbiam de reprimir alguns excessos. Pelo que se
viu do concerto de sexta-feira, todos saíram satisfeitos do Morumbi.
Até o momento em que tiveram de enfrentar os ônibus lotados
num terrível congestionamneto na saída do show.